segunda-feira, 24 de setembro de 2012

MIGUEL PEREIRA – REPASSE DE VERBAS PERDIDAS POR INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA DO PREFEITO


Recebi uma tabela com os recursos destinados ao nosso município que foram repassados, tendo como fonte o OGU – Orçamento Geral da União.

O Governo Federal destina anualmente, verbas para investimentos nos municípios abrangendo áreas sociais, saúde, educação, infraestrutura, econômica e tecnológica. 

No período de 2005/2012 foi destinado à Miguel Pereira o montante de R$ 13.886.466,71.

O que é de se espantar foi que do total desses recursos só foram utilizados R$ 2.886.466,71, o resto foi perdido, ou seja, devolvido por diversos motivos, entre eles, falta de projetos para sua utilização (providências do município), obras não iniciadas (vigência expirada), etc.

Sempre se ouviu do nosso prefeito que não tinha dinheiro para realizar obras em nossa cidade. Pergunto: Esse valor é o que?

Enquanto nossas ruas continuam cheias de buracos, dinheiro para isso tinha, mas foi devolvido.

Além desses recursos tinha os do PADEN, que foram repassados em 2010 o valor de R$ 8.500.000,00.

Segundo a prefeitura, desse montante, R$ 2.500.000,00 seria para o “Condomínio Industrial”, o terreno está lá! Mas indústria que é bom NADA!

Do restante, R$2.000.000,00 seriam utilizados em compras de manilhas; R$2.000.000,00 para a construção de um prédio para abrigar a Câmara de Vereadores e R$2.000.000,00 para construção de um novo Centro Cultural.

Como não vi nenhuma manilha e esses prédios não foram construídos, lá se foram R$ 6.000.000,00 pelo ralo.

Somando o perdido do OGU: R$11.044.744,00 mais os do PADEN: R$6.000.000,00, o município deixou de investir R$17.044.744,00.

Resumo da ópera: Isso não é a constatação de INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA. Será que entre os protegidos do nosso prefeito não existam pessoas capazes de fazer projetos para alocação de recursos?

Acima não foram contabilizados os recursos repassados pelo estado, provavelmente tiveram o mesmo destino.      

É hora de se avaliar o futuro de nosso município. Dia sete de outubro está perto.

Paulo Edgar Melo – Economista- Secretário Geral do PSB

domingo, 16 de setembro de 2012

O "QUINTO DOS INFERNOS":


Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal.

Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".

Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.

O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam "O Quinto dos Infernos".

E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".

Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira chegou ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.

Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...

Para quê?

Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros? O Senado com sua legião de "Diretores"? A festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3 Poderes (Executivo/Legislativo e Judiciário)?!!!

Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa!

E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!

domingo, 9 de setembro de 2012

MIGUEL PEREIRA E ILHÉUS – UMA COMPARAÇÃO LÓGICA



Assistindo a remontagem da novela Gabriela, remake baseado na obra de Jorge Amado, logo uma comparação surgiu em minha cabeça.

Na novela em questão, um intendente conhecido por coronel Ramiro Bastos, governa a cidade de Ilhéus na base do autoritarismo extremo.

Essa empreitada é apoiada por vários coronéis, seus leais seguidores e apoiadores, grandes produtores de cacau.

Para ele, quem o contradiz é tratado como inimigo e tem sua vida prejudicada.
A obra desse imortal escritor é ambientada no início do século passado.  

Nós estamos em pleno século XXI e que isso tem a haver com Miguel Pereira?

Bem minha gente, se observarmos bem, nossa cidade há aproximadamente 25 anos tem sido governada dessa forma.

Temos um intendente que agora chamamos de prefeito. Seu nome é Roberto Macarrão, já não produz cacau, mas adora chocolate. Seus leais seguidores, atualmente, são os coronéis Arantes, Fernando Pontes, esse antigo desafeto do atual intendente que de uma hora para outra, passou a ser seu fiel seguidor. Não sei o por quê?

Esse grupo resolveu apoiar um novo aspirante ao título de prefeito. Grande produtor de cacau, que adora distribuir um pouco do que produz, em troca de favores.
Como se diz a História é cíclica, logo insiste em se repetir!

É inadmissível que nos dias atuais ainda existam pessoas com essa mentalidade retrógada.

Como na ficção, por aqui, toda forma de progresso vem sendo relegada a segundo plano.

Espero que na próxima eleição, esses entraves do nosso desenvolvimento tenham o mesmo fim dos coronéis da novela.

Se ferrem!

Paulo Edgar Melo – Economista e Secretário Geral do PSB de Miguel Pereira