domingo, 24 de abril de 2011

ESPALHA BOSTA EM MIGUEL PEREIRA

Nesse ano, o dia 23 de abril coincidiu com o sábado de Aleluia, ou melhor, na semana Santa. Até ai tudo bem, são coisas que só acorrem raramente.
         Agora, o que aconteceu na tarde de sábado passado? Um verdadeiro inferno para quem teve o desprazer de precisar utilizar a RJ 125, entre o centro da cidade até o bairro de Rio D’Ouro.
        Durante todo esse trajeto eram grupos de cavaleiros, algumas charretes e um rastro de merda por todo o caminho.
         Um grande engarrafamento se formou nos dois sentidos da referida rodovia, aconteceu até um choque de uma charrete com um carro de passeio e a dita cuja, lá ficou atravessada no caminho sem que nenhuma providência fosse tomada. Não se via nenhum guarda municipal para organizar a imensa zona em que se tornou o local.
         O cheiro era insuportável para quem estava dentro dos carros, imagino quem mora no trajeto da cavalhada!
         Os bares estavam cheios de condutores que paravam seus cavalos no meio do caminho para abastecerem, logicamente os que são movidos a álcool.
         Agora vamos refletir: belo cartão de visitas para quem estava chegando á nossa cidade, olha que eram muitos. A confusão e a fedentina dizendo: Sejam Bem Vindos, mas cuidado com o cocô!
          Não tenho nada contra as manifestações religiosas, muito pelo contrário! Mas, cavalos não pagam IPVA e, por isso não têm o direito de trafegar em estradas. Além do mais ferindo o Direito Constitucional de ir e vir da população por ele garantida.   
          Fico pensando se a população se revoltasse, como por exemplo, pelo não recolhimento de lixo em suas residências e, o jogasse nessa rodovia ou se bloqueasse a passagem dos carros para protestar contra o estado de abandono de nossa cidade. Nesse caso, logo viriam guardas municipais e policiais militares, a pedido da prefeitura, para desobstruir o caminho!   
          Em janeiro estive em Tiradentes-MG, uma cidade que vive e respira turismo! Lá as charretes usadas para passeios pela cidade e as usadas para outras atividades, são emplacadas, os cavalos usam um tipo de fraldão para recolher seus dejetos e, ai daquele que descumprir o regulamento, os condutores são multados e têm suas charretes apreendidas. Infelizmente isso é por lá, uma cidade turística. Aqui, já não sei mais o que é!  
       
Paulo Edgar Melo
Economista e diretor da FAMMPO 

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