sexta-feira, 18 de novembro de 2011

“EU VOTO DISTRITAL” Reforma Política


O que é Voto Distrital

O sistema de voto distrital é a alternativa para a moralização da política brasileira. Proporciona a aproximação do eleitor com seu representante no Congresso; permite melhor fiscalização sobre os deputados; dificulta a corrupção. Opõe-se ao voto em lista fechada, que favorece apenas as burocracias partidárias com candidatos que não se identificam com os eleitores.

Corrigindo as distorções

Atualmente, votos dados a um candidato são transferidos para eleger outros candidatos. O eleitor dificilmente se lembra em quem votou nas últimas eleições. No sistema do voto distrital, cada partido pode apresentar somente um candidato por distrito, diminuindo o número de concorrentes a serem escolhidos pelo eleitor, facilitando sua decisão. Torna-se fácil lembrar o nome do parlamentar que terá sua atuação em Brasília acompanhada de perto e suas promessas cobradas “online”.

Barateamento

As campanhas eleitorais no Brasil são caras devido ao candidato precisar lutar pelos seus votos contra todos os outros candidatos cobrindo toda a área de seu estado. No sistema distrital,  a campanha se restringe a uma área delimitada e muito menor. Os custos caem e os eleitos se tornam mais independentes.

Efeito “Tiririca”

Na última eleição, Tiririca teve 1.3 milhões de votos em São Paulo. Elegeu-se e garantiu a eleição  de mais três candidatos que estavam em sua coligação. Das 513 cadeiras na câmara, somente 36 foram ocupadas por candidatos que lá chegaram por seus próprios votos. Os outros 447 (93% do total), foram favorecidos por votos dados a outros políticos. Com o voto distrital, desaparece a figura dos “puxadores de votos” ou “coligações” e o político para se eleger deputado terá que contar com seus próprios votos.

Contendo os gastos públicos

Grupos de pressão organizados, tais como sindicatos, usineiros, empresários, etc., são representados por deputados que carreiam recursos para essas entidades por meio de emendas parlamentares em troca de dinheiro e votos para se reelegerem. No sistema distrital, cessa a demanda do Congresso por recursos públicos, já que o compromisso dos congressistas se resume tão somente aos eleitores de sua base.



Corporativismo/Nepotismo

Há um esforço concentrado de políticos no Brasil para fazer ingressar na estrutura de poder, parentes próximos como cônjuges, filhos e sobrinhos, com o objetivo de garantir a linha sucessória de suas famílias. Caciques gananciosos, com forte apoio financeiro, têm o poder de conduzir ao congresso quem desejar.  No sistema distrital, essa influência oligárquica sofreria forte redução e seus candidatos teriam mais dificuldade em atingir seu objetivo.

Votação nas capitais

Com a fragmentação da votação nas grandes áreas urbanas, são poucos os candidatos oriundos das capitais que conseguem se eleger. Há um afastamento do legislativo dos centros mais politizados com maior poder de reivindicação no eleitorado nacional. Com o sistema distrital em vigor, todas as capitais brasileiras ganhariam mais peso político.

Congresso forte

Países com voto distrital tendem a ter um congresso forte com comportamento independente do poder executivo. No sistema distrital, o deputado que depender do governo terá dificuldade em se reeleger. Como apenas um candidato é eleito por distrito, há disputa eleitoral direta, com os candidatos apontando as falhas dos seus concorrentes. O eleitor passa a comparar as características de seu candidato preferido com as dos oponentes. Seu voto passa a ser um voto consciente.  Nessas condições são poucas as chances de um mero porta-voz de uma corporação ou de um lobby sair vencedor.

Corrupção

O Brasil, dada sua vasta área geográfica e muitos candidatos apresentados em lista aberta, contribuem com um viés de ilegalidade nas campanhas eleitorais. A cientista política Mirian Golding, da Universidade da Califórnia, diz que ”diferentes sistemas eleitorais têm efeitos diversos sobre o grau de corrupção. A corrupção e a busca por um número gigantesco de votos andam de mãos dadas. Quando a campanha eleitoral ocorre em regiões muito grandes e com vários partidos, os estímulos para obter recursos ilegais são mais fortes do que o medo das denúncias de adversários”.

A FAMMPO apóia movimentos democráticos que defendam causas comprovadamente verdadeiras e transparentes e que resultem em benefício para a sociedade. A luta contra a corrupção e a favor da reforma política e, por conseguinte do voto distrital, são dois movimentos de mobilização populares, que procuram sensibilizar e conscientizar a opinião pública. A FAMMPO participa desse movimento que busca o respeito aos direitos do cidadão através da implantação de uma política pública de longo prazo de combate a corrupção e contra a impunidade, tanto no setor público como no privado.

Gilberto M. Carnasciali
Diretor de Divulgação



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