Ano após ano sempre criamos uma grande expectativa sobre o carnaval em nossa cidade. Ficamos esperando que ela receba um grande número de turistas, e preparada para recebê-los bonita e enfeitada.
Porém, o que se viu na prática, além de uma decoração pífia e, a as tradicionais ruas esburacadas e repletas de lama (quem mora na antiga estrada para Vassouras ficou ilhado), foi o que foi oferecido para nossos visitantes!
Os blocos, embora animados, reclamaram muito da falta de apoio da prefeitura. Porém, nota dez para o Bloco da Meia Noite. Apareciam de repente brincando, davam seu recado e, iam embora da mesma maneira que chegaram, cantando e dançando marchinhas de carnaval.
Os banheiros químicos, segundo muitos, estavam sem condições de uso, mas, isso pode ser pretexto criado pelos “mijões” de plantão para emporcalharem livremente, diga-se de passagem, nossa querida cidade.
Nas ruas poucas pessoas conhecidas. Será que muitos moradores foram procurar outros locais para curtir o carnaval?
As ruas invadidas por gente estranha, sem preconceito de nossa parte! Parecendo oriundos da baixada. Era um empurra-empurra, encontrões nos passantes ou, simplesmente em grandes grupos atrapalhando a circulação das pessoas.
Os bares cheios. Descobri que alguns cobram os 10% mas não repassam aos atendentes.
Nas ruas muito poucos policiais militares, não deve ter sido feito um pedido de reforço. O que mais se via eram menores de idade consumindo livremente bebidas alcoólicas sem serem reprimidos e nem os responsáveis pela venda, devidamente enquadrados.
Até carro da polícia foi incendiado!
A alta administração do município estava instalada em uma tenda. Teve um dia que o local parecia, até, um centro espírita tal era a quantidade de charutos fumados! SARAVÁ!
Quem vai à Bahia no carnaval só ouve Axé, em Recife e Olinda, o frevo. Pergunto o Rio de Janeiro não é a terra das marchinhas e do samba? Então, que diacho de programação de shows foi esse em nossa cidade?
Temos que nos espelhar no exemplo de Conservatória. Lá, sim, existe uma grande vocação para o turismo. Embora as ruas de lá não ajudem muito a evolução dos blocos, eles desfilam de maneira organizada e honrando a tradição do carnaval. Isso sem contar com a estrutura montada, comércio totalmente aberto, atraindo uma grande quantidade de pessoas de alto poder aquisitivo. Algumas pousadas já estão lotadas, com reservas para os próximos três anos.
Quantidade não é qualidade. Do jeito que as coisas andam, em breve teremos um carnaval só para desordeiros e “bebuns” de outras paragens.
Paulo Edgar Melo – Economista e Diretor da FAMMPO
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