sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

QUANDO SE PERDE O OBJETIVO PRINCIPAL DE LUTA



Há dez anos ingressei na FAMMPO. Conheci pessoas, umas muito boas outras, nem tanto!

Fiquei empolgado com a mobilização a cerca das associações de moradores, que tinha como principal objetivo lutar pelos seus direitos de cidadão, pleiteando melhorias para os seus bairros e exigindo melhores condições de vida de seus habitantes.

Desenvolvemos um projeto chamado Política, Ética e Cidadania que buscava levar as associações esses conceitos básicos.

No bojo desse projeto incluíam duras críticas a casos tão conhecidos como, por exemplo: Compra de votos e assistencialismo descarado, que eram duramente criticados.

Obviamente começamos a desagradar muita gente, de uma hora para outra as portas se fecharam para nós! Reuniões eram marcadas e desmarcadas em cima da hora, houve até quem desse parte na polícia para impedir a realização do evento.

A luta continuou dessa vez com a busca do fortalecimento das associações de moradores com vista ao chamado Governo Participativo.

Mas o foco foi perdido, hoje temos associações desmanteladas, com um ou dois tocando o movimento. Isso não é nada bom!

As reuniões da Federação passaram a ficar enfadonhas!

Os assuntos são sempre os mesmos: Ministério Público de Barra do Piraí, do moribundo Plano Diretor e sobre o Lago do Javary e, de vez em quando do Conselho de Segurança. Você pode ficar muito tempo sem aparecer nas reuniões, que novidades não acontecerão.

Nesse momento, qualquer iniciativa judicial não vai atingir a figura do atual prefeito. Ele parece ser blindado! Se não fosse já teria sido enxotado da função!

Toda iniciativa a esse respeito, por certo, vai desabar na cabeça de quem assumir a prefeitura em 2013. Já pensaram ter que assumir um município destroçado e cheio de ações judiciais a serem cumpridas?

É hora de se parar de defender assuntos pessoais e pensar mais na cidade como um todo!

Uns acham que o Plano Diretor é a Pedra Filosofal, acham que o governantes têm que pedir autorização para realizar alguma coisa ao poderoso Conselho da Cidade.

Em nossa cidade, quando da elaboração do mesmo, houve uma busca em se privilegiar os mais ricos, aqueles possuidores de terras em solo urbano, sem nada produzir e pagando ITR, logicamente pura especulação imobiliária!

Quem não se lembra de áreas na Avenida das Américas, no trecho entre a Grota Funda e o Recreio dos Bandeirantes. Antigamente eram imensas porções de terra, com duas ou três vaquinhas pastando alegres e bem dispostas. Quem passa hoje por lá verá grandes construções e condomínios. E os antigos donos pagavam o ITR!

Sou um defensor ferrenho da Administração Participativa, para isso precisamos de Associações fortes e unidas.

Gostaria de ver de novo o trabalho junto à população e não ficar de picuinhas.

Em razão disso, tomei a decisão de me afastar da diretoria e da Federação, pelo menos, até ela voltar a ser o que era.

Paulo Edgar Melo
Economista e Funcionário Publico Federal.

 
 

Um comentário:

Anônimo disse...

É de se lamentar que uma intituição tão antiga como a Fampo venha se perder desse jeito.
Para mim, era sinônimo de orgulho ver algo lutando pela melhoria de nossa cidade!
É tão triste ver que as prioridades da cidade se curvem diante dos interesses pessoais de alguns dirigentes.
Tomem vergonha na cara e sigam no firme propósito em lutar por uma Miguel Pereira melhor!
O povo unido, jamais será vencido!